Periodontology 2021 v31n1

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Inovação como a ponte entre a ciência e a clínica

Quando nos deparamos com novas opções de tratamento odontológico, devemos sempre nos lembrar que inúmeros anos, inúmeros testes, inúmeros pacientes e inúmeros cientistas colocaram toda a inspiração, suor e vida para sua realização. Não há inovação sem inspiração. Não há futuro sem inovação. Por isso, em 2020, a Sociedade Brasileira de Periodontia criou um grupo de trabalho especialmente focado em trazer luz para pesquisadores clínicos e laboratoriais, ressaltando o que toda a inspiração e dedicação deles tem trazido para a comunidade odontológica.
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José Carlos Martins da Rosa

Nesta entrevista, a inovadora técnica “Restauração Dentoalveolar Imediata” é apresentada por seu criador e pesquisador principal, Dr. José Carlos Rosa. Ressalta-se a discussão sobre aspectos biológicos, com base nos componentes celulares dos enxertos da tuberosidade utilizados nessa técnica. Além disso, o leitor também tem a oportunidade de conhecer essa alternativa terapêutica para o tratamento de alvéolos comprometidos e a reconstrução estética de tecidos peri-implantares moles e duros, bem como suas indicações, vantagens e limitações.
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Qual é a qualidade das informações online sobre doenças periodontais encontradas pelos nossos pacientes?

OBJETIVO: Analisar, usando os critérios JAMA e HONCode, os websites encontrados por meio de busca no Google e no Bing sobre doença periodontal, e avaliar a qualidade do conteúdo desses websites. MATERIAL E MÉTODOS: O termo “doença gengival” foi pesquisado no Google e no Bing no Brasil, e os primeiros 200 websites foram analisados pelos critérios do Journal of American Medical Association ( JAMA) e pela certificação Health on the Net Foundation (HONCode). O conteúdo dos websites foi analisado com um instrumento previamente descrito na literatura. RESULTADOS: As pontuações JAMA dos websites provenientes da busca no Google e no Bing foram semelhantes (mediana 2; IQR [1,3]). A proporção de websites com uma pontuação JAMA ≥3 foi significativamente maior para o Google do que para o Bing (41% versus 29,7%, p=0,03). Os websites de jornalismo apresentaram as pontuações mais altas em ambas as plataformas, enquanto os websites de consultórios odontológicos obtiveram a menor pontuação. Comparando os dez primeiros resultados do Google e do Bing com o restante dos websites, não houve diferença significativa na pontuação JAMA para ambas as plataformas. A análise de conteúdo do Google mostrou uma pontuação média de 34,3±18,4, enquanto no Bing essa pontuação foi de 39,1±18,5 (p=0,83). CONCLUSÃO: As informações online sobre doenças periodontais em português (Brasil) apresentam baixa confiabilidade e baixa qualidade de conteúdo específico relacionado às doenças periodontais. Essa questão merece atenção não apenas dos pesquisadores, mas também de entidades governamentais e instituições especializadas, a fim de garantir o acesso a informações sobre saúde bucal seguras e acessíveis à população brasileira.
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Manejo periodontal no contexto da COVID-19

INTRODUÇÃO: O surto pandêmico global de COVID-19 trouxe novos desafios para os profissionais de saúde. Na Odontologia, durante a realização de procedimentos especializados, como o manejo periodontal, é preciso encontrar soluções para demandas de urgência e emergência, mesmo em contextos de isolamento social. OBJETIVO: O objetivo da presente revisão foi fornecer uma visão geral do SARS-CoV-2 no ambiente oral, a fim de encorajar estratégias e medidas para prevenir ou reduzir a transmissão no ambiente odontológico. Foram destacadas, particularmente, as questões periodontais, em vista da pandemia de COVID-19. MÉTODOS: As informações utilizadas para essa revisão foram obtidas na base de dados PubMed, bem como em estudos e diretrizes sobre COVID-19. CONCLUSÃO: Esse estudo fornece uma visão geral da relação entre a saliva, o microbioma oral, o biofilme disbiótico e o novo coronavírus. Concomitantemente, enfoca o papel dos periodontistas e de todos os profissionais de saúde bucal na adoção de medidas de prevenção e controle de infecções durante o atendimento periodontal.
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Espécies de bactérias periodontais e sorotipos-alvo em indivíduos portadores de Aggregatibacter actinomycetemcomitans: um estudo retrospectivo em uma população da região do Vale do Paraíba, Brasil

OBJETIVO: O primeiro objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de Aggregatibacter actinomycetemcomitans em uma grande população brasileira. O segundo foi analisar a frequência dos sorotipos de A. actinomycetemcomitans, Porphyromonas gingivalis, Prevotella intermedia, Tannerella forsythia e Campylobacter rectus nos indivíduos positivos para A. actinomycetemcomitans. MATERIAL E MÉTODOS: A população foi composta por 1.320 indivíduos da região do Vale do Paraíba, Brasil. Amostras de biofilme subgengival foram coletadas para análise molecular. RESULTADOS: Foi revelado que 263 (19,9%) indivíduos testaram positivo para A. actinomycetemcomitans. Em seguida, o DNA genômico dos sorotipos de A. actinomycetemcomitans (A-F), bem como de P. gingivalis, P. intermedia, T. forsythia e C. rectus foram analisados. O sorotipo A de A. actinomycetemcomitans foi detectado em 28,5%; o sorotipo B, em 15,97%; o sorotipo C, em 51,71% e o sorotipo E, em 3,80% dos indivíduos. Os sorotipos D e F não foram detectados. A frequência do sorotipo A de A. actinomycetemcomitans foi significativamente maior em indivíduos positivos para C. rectus do que em indivíduos positivos para P. gingivalis, P. intermedia ou T. forsythia. Além disso, a frequência dos sorotipos B e C foi significativamente maior em indivíduos positivos para C. rectus e T. forsythia, em comparação com indivíduos positivos para P. gingivalis e P. intermedia. Enquanto isso, a frequência do sorotipo E não foi associada à presença de outros patógenos periodontais. CONCLUSÃO: Os dados dessa grande população confirmaram os valores de prevalência de A. actinomycetemcomitans previamente observados em grupos menores. Sugere-se a coagregação potencial entre os sorotipos selecionados de A. actinomycetemcomitans e outras espécies bacterianas periodontais alvo no ambiente subgengival.
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Protocolo para tratar as consequências psicológicas da queixa em ter halitose

INTRODUÇÃO: Indivíduos com queixa de ter halitose sofrem diversas consequências, com limitações sociais, profissionais e afetivas, que prejudicam sua segurança, espontaneidade e autoestima. Entretanto, os protocolos de tratamento existentes são focados em tratar apenas a halitose, e não suas consequências psicológicas. OBJETIVO: O presente estudo visa apresentar um novo protocolo para o tratamento das consequências da queixa de halitose e investigar sua aplicação clínica. MÉTODOS: Para tanto, após uma breve revisão das classificações da halitose existentes e suas limitações, foram apresentadas novas classificações e técnicas como, por exemplo, o uso da exposição ao vivo, adequada ao tratamento da halitose. Foram selecionados 156 indivíduos com queixa de halitose. O hálito dos participantes foi avaliado pelo teste organoléptico e Halimeter®. Avaliaram-se as consequências psicológicas da halitose por meio do Inventário de Consequências da Halitose (ICH). Os sintomas do Transtorno de Ansiedade Social (TAS) foram avaliados utilizando-se o Inventário de Fobia Social (SPIN) e sua versão breve (Mini-SPIN). RESULTADOS: Os resultados mostraram que todos os participantes possuíam saburra ou biofilme lingual. Dos 156 voluntários, 74,38% tinham halitose (n=116), sendo que 100% desses tinham halitose bucal e 3,21%, halitose bucal concomitante à halitose extrabucal (n=5). A comparação entre os resultados pré- e pós-tratamento indicou que o protocolo foi eficaz no tratamento do mau hálito, assim como da sensação de insegurança, pois houve diminuição significativa das consequências psicológicas da halitose e os sintomas do TAS; 62,6% dos participantes relataram uma melhora significativa em sua confiança e espontaneidade ao fim do tratamento. CONCLUSÃO: Tomados em conjunto, esses resultados foram mais eficazes para aqueles participantes que seguiram à risca as diretrizes de tratamento.
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Influência da mucosa queratinizada em parâmetros clínicos peri-implantares: um estudo clínico retrospectivo

OBJETIVO: O objetivo do presente estudo clínico retrospectivo foi avaliar a influência da mucosa queratinizada (MQ) peri-implantar nos seguintes parâmetros clínicos: índice de placa médio, sangramento à sondagem, profundidade de sondagem média e exposição das roscas do implante. MATERIAL E MÉTODOS: Os pacientes foram recrutados durante as visitas de manutenção de rotina, entre 2012 e 2014, e classificados em dois grupos, de acordo com a largura de MQ ao redor dos implantes: mucosa queratinizada larga, ou seja, ≥ 2 mm (MQL), e mucosa queratinizada estreita, ou seja, < 2 mm (MQE). Os seguintes parâmetros clínicos foram avaliados: índice de placa modificado (IPm), profundidade de sondagem (PS), sangramento à sondagem (SaS) e presença ou ausência de roscas expostas do implante (RE). Os testes t, de Mann-Whitney e do qui-quadrado foram usados para a análise estatística. RESULTADOS: Trinta e oito pacientes com 200 implantes foram incluídos. 178 implantes foram incluídos no grupo MQL e 22, no grupo MQE. O grupo MQE apresentou uma porcentagem média maior de sítios com SaS (93,8%) do que o grupo MQL (87,5%) (p <0,05). Não houve diferença estatística entre os dois grupos em relação ao IPm, PS e RE. Dados sobre tabagismo estavam disponíveis para 37 pacientes: 5 fumantes (13,5%) e 32 não fumantes (86,5%). O SaS médio para fumantes foi significativamente maior do que para não fumantes (p<0,05). Nenhuma diferença estatística foi verificada entre fumantes e não fumantes com relação ao IPm, PS e RE. CONCLUSÕES: A presença de MQ ≥ 2mm ao redor dos implantes foi associada a um menor sangramento à sondagem.
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Avaliação de material educacional impresso para pacientes em tratamento periodontal: um ensaio clínico

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Polimorfismo genético do VEGF nas periodontites

INTRODUÇÃO: Indivíduos com periodontite podem exibir uma expressão diferenciada do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF). OBJETIVO: O objetivo do presente estudo foi avaliar se variantes polimórficas do gene VEGF 936C/T estão associados às periodontites. MATERIAL E MÉTODOS: Células da mucosa bucal foram coletadas de 43 indivíduos com diagnóstico de periodontite estágios III e IV, e com saúde periodontal. O DNA das células foi extraído e primers específicos, utilizados em PCR. Os produtos gênicos amplificados foram submetidos à eletroforese em gel de poliacrilamida, e as bandas foram evidenciadas por meio de coloração com nitrato de prata. Posteriormente, os produtos foram submetidos à digestão, por meio da enzima de restrição Hin1II. RESULTADOS: Diferenças nos percentuais dos genótipos 936 C/C (periodontite estágio III - 61%, periodontite estágio IV - 8% e com saúde periodontal - 31%) e 936 C/T (periodontite estágio III - 40%, periodontite estágio IV - 33% e com saúde periodontal - 27%) nos grupos avaliados foram observadas, mas essa variação não foi estatisticamente significativa (p>0,05; teste exato de Fisher). CONCLUSÃO: Os resultados do presente estudo indicam que o polimorfismo 936 C/T do VEGF não foi associado com a presença e a gravidade das periodontites. Estudos adicionais envolvendo amostras maiores, assim como investigando outros polimorfismos desse ou de outros genes, devem ser conduzidos para aumentar a compreensão do papel dos polimorfismos nas periodontites.
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